A inserção de mini-implantes pode ser realizada em diversos locais, dependendo do movimento biomecânico desejado e das limitações anatômicas das áreas selecionadas.

Especificamente para a intrusão dos molares superiores, a instalação de mini-implantes por palatino costuma ser muito mais eficaz do que a inserção por vestibular.

Pelo menos 3 vantagens podem ser mencionadas:

1. Maior faixa de ação para tração vertical, devido à altura limitada da gengiva inserida no lado vestibular.

2. Maior espessura do osso cortical, que aumenta o contato cortical primário entre osso e mini-implante, aumentando a estabilidade do mesmo.

3. Maior disponibilidade de espaço interproximal, o que reduz os riscos de dano radicular/periodontal durante a instalação do mini-implante.

Atenção deve ser dada a uma potencial desvantagem: considerando que a distância do osso cortical alveolar ao seio maxilar é geralmente menor no lado palatino do que no lado vestibular (Figura 1), o mini-implante deve ser inserido o mais oclusal/marginalmente possível, ainda com uma direção apical. Além disso, lembramos que os mini-implantes também podem ser inseridos com segurança na sutura palatina mediana ou lateralmente a ela.

Figura 1: as distâncias do osso cortical externo até a cavidade do seio maxilar foram medidas simulando ângulos de inserção de 45 e 90 graus em relação ao longo eixo dos dentes. Note que essas distâncias são sempre menores do lado palatino. (Ref. Morten MG, Melsen B e Cattaneo P et al., 2013).

Mini-implantes instalados no palato duro podem ser úteis para suportar um grande número de movimentos, tais como intrusão posterior, protração ou retração em massa, fechamento de espaços e distalização de molares.

 

A imagem utilizada para ilustrar este post é de autoria do Dr Morten G. Laursen, publicada em The Angle Orthodontist: Laursen MG, Melsen B, Cattaneo PM. An evaluation of insertion sites for mini-implants: a micro-CT study of human autopsy material. Angle Orthod. 2013;83:222-9.